Enquadramento histórico
 
 
A Escola Pró-Pátria

Projecto iniciado em 1918 mas só concluído em 1930. Destinava-se a recolher e educar os órfãos dos soldados mortos na Iª Grande Guerra, tendo a intenção de permanecer como um Asilo-Escola, espécie de "... laboratório onde a educação transformará através dos tempos as crianças pobres em trabalhadores modelo, em cidadãos exemplares". [ in O Cruzeiro, (19 Abr 1939) 41].

Motivado quer pelo desfasamento do tempo em relação aos propósitos iniciais da criação do Asilo-Escola, quer pelo aparecimento de novas preocupações assistenciais, como a tuberculose que grassava pelo país, os edifícios são reconvertidos.

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O Hospital-Sanatório da Colónia Portuguesa do Brasil

A 5 de Fevereiro de 1931 é publicado o Decreto 19.310 em que a Assistência da Colónia Portuguesa do Brasil faz doação do seu património ao Governo Português transformando a Escola Pró-Pátria em Sanatório Anti-tuberculoso para indivíduos do sexo masculino.

A Comissão criada para esse efeito é presidida pelo Prof. Bissaya Barreto (1886-1974), ilustre Professor de Cirurgia da Faculdade de Medicina de Coimbra e Presidente da Junta Geral do Distrito a quem competia a realização de Obras de Assistência.
Da sua vasta obra assistencial no Centro do País e, no âmbito da luta anti-tuberculosa, criou, subordinado ao lema Pelos Tuberculosos Contra a Tuberculose, várias instituições, sendo o Hospital Sanatório da Colónia Portuguesa do Brasil a primeira a ser realizada.
Este Hospital-Sanatório tinha capacidade para cerca de 400 doentes e representava o que de mais moderno e revolucionário se fizera até então, pela sua concepção, beleza e conforto, servindo de modelo a outras instituições que, entretanto foram surgindo no País.    

Anos mais tarde, novas circunstâncias ditaram o fim ao Hospital Sanatório: o número de tuberculosos baixara significativamente; e os Hospitais da Universidade não conseguiam dar resposta às necessidades assistenciais, nomeadamente de internamento, de toda a população da Região Centro.

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O Hospital-Geral Da Colónia Portuguesa Do Brasil

O Prof. Bissaya-Barreto iniciou nova campanha, intitulada Coimbra precisa de um Hospital-Faculdade; Coimbra precisa de um Hospital-Cidade, que gerou grandes batalhas políticas.

Solicitada a respectiva autorização à Colónia Portuguesa do Brasil para transformar o Hospital Sanatório em Hospital Geral, a 2 de Julho de 1970 é publicado o Decreto Lei nº 308/70 que cria o Hospital-Geral da Colónia Portuguesa do Brasil como Hospital Central.

A 27 de Abril de 1973 é inaugurado o Hospital-Geral da Colónia Portuguesa do Brasil, que abria com os seguintes serviços: Medicina, Cardiologia, Cuidados Intensivos Coronários, Hemodiálise, Cirurgia, Urologia, Nefrologia, Quartos Particulares, Laboratório de Análises Clínicas, Radiologia, Bloco Operatório e Consulta Externa. O serviço de Pneumotisiologia manteve-se a funcionar e o Centro de Neurocirurgia continuou a ocupar um pavilhão no Hospital Sobral Cid. (Fonte: [Serviços Financeiros do] Centro Hospitalar de Coimbra, 1973).
No ano a seguir iniciam-se os serviços : Laboratório Central, Transfusões, Farmácia, Anatomia Patológica, Doenças Infecciosas, Ortopedia e Estomatologia. (Fonte: [Serviços Financeiros do] Centro Hospitalar de Coimbra, 1974).
Em 1976 estão igualmente a funcionar a Neurologia, Otorrinolaringologia, Gastroenterologia. (Fonte: [Serviços Financeiros do] Centro Hospitalar de Coimbra, 1976).
Em 1978 já existem os serviços de Reabilitação e Neurorradiologia. (Fonte: [Serviços Financeiros do] Centro Hospitalar de Coimbra, 1978).

Em 1979 o serviço de Urgência é já uma realidade. (Fonte: [Serviços Financeiros do] Centro Hospitalar de Coimbra, 1976).
No ano lectivo de 1974/75 teve início o Ensino Médico Pré-Graduado no Centro Hospitalar de Coimbra, sob a designação de Unidade de Ensino Clínico do Centro Hospitalar de Coimbra, que funcionou até 1983.
Entre 1982-1986 funcionou o Instituto de Clínica Geral do Centro Hospitalar de Coimbra, orientado para a formação dos Clínicos Gerais.

"Assim terminou a mais justa, mais humana e mais desinteressada campanha a favor do homem da rua do nosso distrito. Sim, desinteressadamente, pois nunca recebi um centavo das Obras de Assistência para cuja formação eu haja trabalhado; isso me dá um prazer infinito, quasi igual ao da Obra feita... Acabou a luta? Não. Vamos recomeçar... Há tanto que fazer..."
(Bissaya Barreto - Discurso na Inauguração do Hospital Geral)

 

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Áreas de influência
 
Áreas de influência O Hospital Geral tem como área de influência a área da Unidade de Saúde de Coimbra Sul (USCS).

A proposta de criação da Unidade de Saúde de Coimbra Sul foi aprovada por Despacho de 95/04/19 e o seu regulamento por Despacho de 95/08/08.

A USCS tem como objectivo melhorar os níveis de Saúde da População servida, procurando dinamizar a articulação funcional entre os Hospitais e Centros de Saúde, melhorando a acessibilidade dos Utentes aos cuidados prestados.

As populações servidas são as dos Concelhos do Sul do Distrito de Coimbra, Baixo Mondego e Nordeste do Distrito de Leiria.

 

Áreas de influência

Nota: a USCS agrupará ainda o Serviço de Ginecologia da Maternidade Bissaya Barreto e o Hospital Sobral Cid, aguardando-se publicação em D.R..

Enquanto Hospital Central com Urgência Polivalente, o Hospital Geral do Centro Hospitalar de Coimbra disponibiliza ainda a prestação de cuidados diferenciados aos doentes provenientes dos Hospitais Distritais de Leiria, Pombal e Figueira da Foz.

 
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